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Sustentabilidade no esporte

Capacitação e planejamento podem salvar os clubes brasileiros
por Fabio Cunha

Empresas privadas, órgãos governamentais e ONGs procuram a cada dia empregar novos conceitos de gerenciamento e de desenvolvimento sustentável. Os termos sustentabilidade e desenvolvimento sustentável vêm sendo muito divulgados e utilizados no mundo atual.
Com as mudanças que vêm ocorrendo no mundo, sejam climáticas, econômicas, culturais ou sociais, as pessoas e as organizações estão tomando atitudes drásticas para sanar e evitar problemas futuros. Como as mudanças são gerais, as entidades esportivas também devem se adequar a esses conceitos e práticas.
Sustentabilidade é um conceito que surgiu na década de 1980, após a constatação de inúmeras formas de agressão ao meio ambiente, ocasionadas por interferência humana. O termo está relacionado à renovação, ou seja, se refere a um sistema que se renova e se completa, sem agredir o local em que vivemos.
Além das práticas de governança corporativa e mudanças administrativas, as instituições devem incorporar no seu planejamento, e na sua atuação, os conceitos de sustentabilidade, contribuindo assim para a renovação dos recursos e em implantar um sistema que seja autossustentável.
Num primeiro momento o esporte demorou a adotar o desenvolvimento sustentável. Enquanto empresas vêm adotando essa prática há anos, o esporte ainda carece de muito estudo e aperfeiçoamento nessa área.
Veem-se alguns exemplos de sustentabilidade no esporte, como as camisas que as seleções do Brasil, Austrália, Holanda e Portugal utilizaram na Copa do Mundo de 2010 – elas foram feitas 100% com material reciclado. São utilizadas oito garrafas plásticas recicladas para fabricação de cada uniforme; o ginásio Richmond Olympic Oval, local onde foram disputadas as provas de patinação de velocidade nos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver 2010, foi construído com madeira reaproveitada, tem capacidade de armazenar água da chuva para usar nos sanitários e irrigar árvores e de utilizar o calor das máquinas de fazer gelo para gerar energia.
Além da inclusão da prática de sustentabilidade no seu dia a dia, os clubes, principalmente aqueles com grande impacto no cenário esportivo, devem se preocupar com a sua responsabilidade social. O conceito muitas vezes é confundido com filantropia, mas não se refere somente ao bem estar social. Existe uma relação direta com a saúde dos negócios.
Muitas vezes, espera-se dos órgãos governamentais a iniciativa de promover ações sociais. Os clubes e associações também podem contribuir nesse sentido, estabelecendo atividades para crianças e jovens usarem o esporte como uma interação social e até seguirem no caminho profissional.
Outra forma das entidades esportivas incorporarem a responsabilidade social é promovendo campanhas de caráter social, como arrecadação de alimentos e vestuário, campanhas contra a violência, doação de sangue e outras.
O campo de atuação é bastante amplo. Basta os gestores esportivos se atentarem por essa demanda e utilizarem o nome e o peso da instituição em prol de mudanças positivas para a sociedade e o meio-ambiente.

Fabio Cunha
(Técnico de Futebol; Mestre em Ciências do Movimento; Especialista em Esportes)

 http://www.mkpro.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=88:sustentabilidade-no-esporte&catid=3:artigos&Itemid=55
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